1 MEMORIAL DESCRITIVO MUNICÍPIO: QUINZE DE NOVEMBRO / RS O presente Memorial Descritivo tem por finalidade expor de maneira detalhada as normas técnicas, materiais e acabamentos que irão definir os SERVIÇOS INICIAIS, TERRAPLENAGEM, PAVIMENTAÇÃO, SINALIZAÇÃO E SERVIÇOS COMPLEMENTARES, e foi orientado visando atender às exigências legais e técnicas desta Prefeitura Municipal. 2 Introdução Apresenta-se o projeto executivo de engenharia rela tivo às obras de pavimentação de rua no município de Quinze de Novembro ? RS. ? Pavimentação Asfáltica da Rua Frederico Merg, em direção Leste-Estrada que liga o Município a Localidade de Sete de Setembro ? Área de 8.890,62m 2 Extensão de 1.240,00 m, com largura variada; Localização Geográfica: Descrição Extensão (m) Coord. Inicial Coord. Final Lat. Long. Lat. Long. Rua Frederico Merg 1.240,00 28º44?32.18?S 53º05?10.19?O 28º44?30.94 ?S 53º04?24.74 ?O O trabalho é composto por três volumes assim determinados: A Volume I ? Memorial Descritivo, em tamanho A4; A Volume II - Quadro de Quantidades e Orçamento, em tamanho A4. A Volume III - Projeto de Execução, em tamanho A3. No Volume I estão descritos os estudos realizados a nível de topografia, além das justificativas dos projetos ge ométrico, pavimentação e sinalização. Compõem também este volume os proces sos executivos de cada serviço. As notas de serviço, o resumo dos ensaios geotécnic os, a composição do BDI, o orçamento discriminado e o cro nograma da obra são apresentados no volume II. No volume III estão descritos os elementos dos proj etos geométricos, pavimentação e sinalização, as seções transversais de terraplenagem e os detalhes construtivos de todos o s elementos projetados. O profissional responsável técnico pelo projeto é a arquiteta e urbanista Larissa Seminoti Tamiosso CAU /RS A71813-0. 3 Serviços iniciais Serviços topográficos para pavimentação Este serviço consiste na marcação topográfica do tr echo a ser executado, locando todos os elementos necessári os à execução, constantes no projeto. Deverá prever a utilização d e equipamentos topográficos ou outros equipamentos adequados à perfeita marcação dos projetos e greides, bem como para a lo cação e execução dos serviços de acordo com as locações e o s níveis estabelecidos nos projetos. O serviço de topografia será realizado nas ruas de chão e nas áreas de remoção do pavimento, os quais necessitam de alinhamentos e cotas para a correta execução dos se rviços. A medição deste serviço será por m² de área locada. Implantação de placa de obra (1,2x2,40) A placa de obra tem por objetivo informar a populaç ão e aos usuários da rua os dados da obra. As placas dev erão ser afixadas em local visível, locais estes, determinad os pela FISCALIZAÇÃO. A placa deverá seguir as dimensões 1,20m x 2,40m, e ser confeccionada em chapas de aço laminado a frio, gal vanizado, com espessura de 1,25mm para placas laterais à rua. Terá dois suportes e serão de madeira de lei beneficiada (7,5 0cm x 7,50cm, com altura livre de 2,00m). A medição deste serviço será por unidade aplicada na pista. Pavimentação O projeto de pavimentação da rua Frederico Merg em Quinze de Novembro ? RS, foi elaborado baseando-se no Método da Prefeitura de São Paulo, voltado para pavimentos urbanos, fundamentado no método de índice de grupo HBR (Highway Reserch Board), que utiliza faixas de volume de tráfego, representado pelo tráfego diário médio de veículos comerciais em um só sentido. Tráfego atuante De acordo com o método, o tráfego atuante é dividid o da 4 seguinte forma: ? Tráfego Muito Leve - TML; predominante em ruas residenciais onde não está previsto o tráfego de ôn ibus, podendo existir ocasionalmente, passagem de caminhões e ôni bus em número não superior a três por faixa de tráfego; ? Tráfego Leve - TL; ruas residenciais para as quais é prevista a passagem de caminhões e ônibus em núme ro de 50 a 400 por dia na faixa mais solicitada; ? Tráfego Pesado - TP; ruas e estradas com previsão de passagem de caminhões e ônibus em número de 400 a 2.000 por dia, na faixa mais solicitada; ? Tráfego Muito Pesado - TMP; ruas e estradas com previsão de passagem de caminhões e ônibus em númer o superior a 2.000 por dia, na faixa mais solicitada. Adotou-se o padrão de carga de 10 toneladas, confor me preconiza o método. Período de projeto Pavimentos flexíveis urbanos apresentam a tendência de perda de serventia pela ação do intemperismo, muito mais do que sobre a atuação do tráfego. Diante deste embasamento, adotou-se um período de projeto, prevendo o desgaste do pavimento pelo enve lhecimento do ligante, de 10 anos. As condicionantes do método de dimensionamento adotado, implicam na utilização, para o tráfego atu ante de projeto, de concreto asfáltico, uma camada de 5 centímetros de espessura para os segmentos onde foi projetado implantação. A faixa de trabalho para a mistura asfáltica indica da em projeto é a FAIXA B, do DAER/RS, cujos intervalos s erão descritos adiante. Limpeza da Superfície Para a execução da pintura de ligação, a superfície a ser trabalhada deverá ser convenientemente limpa com ja to de ar ou de água sob pressão, afim de remover-se todo e qualque r material solto ou aderido à superfície, ainda que esta operação já tenha sido executada, há mais de 24 horas. Antes do início efetivo da operação de pintura de l igação, deverá ser verificada a necessidade de intervenções para sanar possíveis defeitos na superfície do pavimento, tais como selagem de trincas, fechamento de eventuais buracos, correção de 5 concavidades ou depressões, etc. Após limpeza da área, deverá ser vedado o trânsito de veículos por sobre esta. Esta limpeza deve ser efet uada nos segmentos onde a plataforma de terraplenagem abrang e pontos onde ainda não existem vias conformadas, como morro s e locais onde haja a presença de material orgânico. O material proveniente deverá ser transportado ao b ota- fora indicado pela fiscalização municipal. A Limpez a será medida em m² de área executada. Remoção Mecanizada de Camada Granular do Pavimento A execução da remoção mecanizada será nos segmentos onde há deformação na pista existente, conforme con sta no projeto de Pavimentação, em anexo, tendo suas característic as definidas conforme as necessidades do terreno ?in loco?. A operação para a execução do referido serviço cons iste em: - Operação de locação e marcação pela topografia no local, e só após isto se deve estar liberado para q ue os equipamentos comecem os serviços; - Retirar a camada de pavimento existente com escavadeira hidráulica ou retro escavadeira nos tre chos especificados e locados pela topografia; - Executar operações de corte e remoção do material, sendo que estes dois itens devem seguir as cotas e caimento suficiente para um bom escoamento; Para se executar este tipo de serviço deverão empre gar-se os seguintes equipamentos: Escavadeira hidráulica o u retro escavadeira e caminhões transportadores. Além dos equipamentos acima citados deverão executa r-se serviços manuais no tocante a acabamentos finais. As execuções dos serviços deverão prever a utilizaç ão racional de equipamentos apropriados atendidas as c ondições locais e a produtividade exigida. - Define-se pelo transporte todo material escavado e deve ser transportado por caminhões basculantes, com proteçã o superior, a uma DMT de até 1 km, indicado pela fiscalização municip al. Os parâmetros e materiais para este serviço seguem a especificaçã o DAER-ES-D 16/91. Sua medição será efetuada em m³ executado na pista. 6 Regularização e Compactação do Sub-Leito Esta operação visa a conformação longitudinal e transversal do pavimento e abrange cortes e aterros de até quarenta centímetros de espessura, sendo iniciada após a con clusão da etapa de terraplenagem. Os materiais utilizados são os da própria camada a ser regularizada. No caso de se fazer necessária a adiç ão de volumes, o material a ser empregado deverá possuir diâmetro máximo das partículas menor ou igual a 76 mm; expansão máxima 2% e ISC no proctor normal igual ou superior ao do material utilizado no projeto de pavimentação. São indicados os seguintes tipos de equipamento par a execução de regularização: - Motoniveladora pesada com escarificador; - Carro pipa distribuidor de água; - Rolos compactadores estáticos, vibratórios e pneumáticos; - Grade de discos; - Pulvi-misturador; - Equipamentos para escavação, carga e transporte de material. - Os equipamentos de compactação e mistura serão escolhidos de acordo com o tipo de material empregado. Após a execução dos cortes e aterros necessários a se atingir o greide de projeto, a superfície resultante será e scarificada a uma profundidade de 0,20 metros, com emprego de motoniv eladora. O material solto será então destorroado e aerado com o auxílio de grades de disco. Nesta etapa, verifica-se o grau de umidade do solo, adicionando ou aerando o material afim de se atingi r a umidade ótima. Em uma segunda etapa, o material será novamente conformado com emprego de motoniveladora, respeitan do-se os greides de terraplenagem. Esta conferência será geo métrica com emprego de cordéis e gabaritos. Espalhado o materia l, procede-se a compactação com emprego de rolos compactadores, ini ciando-se com o rolo corrugado, até se atingir o grau de comp actação do proctor intermediário 100% da energia. 7 Camada de bloqueio Concluída a etapa de regularização e compactação do sub- leito, será lançada uma camada de bloqueio composta de brita 1 afim de se evitar a contaminação das camadas pétrea s posteriores e preservar a qualidade da estrutura do pavimento com um todo. Esta camada será espalhada com o emprego de motoniveladora em uma espessura máxima de três cent ímetros em toda a área da pista de rolamento projetada. Ao final do serviço, a superfície deve apresentar-s e uniforme, sem a presença de partes com excesso ou f alta de brita. O pagamento será por volume de material aplicado, a uma espessura máxima de três centímetros. O transporte será pago pelo momento de transporte do material a ser aplicado, c onsiderando-se o volume aplicado. Execução de base de brita graduada, exclusive trans porte Esta especificação se aplica à execução de base de brita constituída de pedra britada graduada, cuja curva g ranulométrica deverá se enquadrar nas faixas especificadas pelo D AER. Os serviços somente poderão ser iniciados, após a conclusão dos serviços de terraplenagem e regulariz ação do subleito, da aceitação dos resultados apresentados pelos ensaios de laboratório e deverão ser executados isoladamente d a construção das outras camadas. Será executado em conformidade com as seções transversais tipo do projeto, e compreenderá as seguintes operações: fornecimento, transporte, mistura e espa lhamento, compactação e acabamento, sendo que a mesma terá es pessura variada, conforme especificado no projeto. Os serviços de construção da camada de base deverão ser executados mecanicamente, constando o equipamento mínimo necessário: moto niveladora com escarificador, carr o pipa distribuidor de água, rolo compactador vibratório l iso, caminhões basculantes para o transporte do material e carrega deira. Além destes, poderão ser utilizados outros equipamentos aceitos pela Fiscalização. Será realizado ensaio de grau de compactação e teor de umidade e verificação do material na DAER-ES-P 08/9 1, conforme descrições abaixo: Granulometria O agregado para a base deverá consistir de pedra br itada ou 8 seixo britado. Deverá estar isento de matéria veget al e outras substâncias nocivas. O agregado para a base deverá possuir no mínimo 90% de partículas em peso, tendo pelo menos duas faces bri tadas. A composição percentual em peso de agregado deve se enquadrar em uma das faixas indicadas no Quadro I. Além destes requisitos, a diferença entre as porcen tagens que passam nas peneiras nº 4 e nº 30 deverão variar entre 15% e 25%. Ensaios de Índice de Suporte Califórnia e Equivalen te de Areia O material da base deverá apresentar os requisitos seguintes: Compactação O grau de compactação mínimo a ser requerido para c ada camada de base, será de 100% da energia AASHTO Modi ficado. A camada de base será medida por m³ de material compactado na pista. Transporte de base de brita graduada, DMT 80,63 km Define-se pelo transporte de base de brita graduada , material definido pela mistura de agregado com várias granul ometrias, misturado em Usina apropriada. Deve ser transportado por caminhões basculantes com proteção superior até a área da pista, sendo sua DMT de 80,63 km. A medição efetuar-se-á levando em consideração o vo lume 9 transportado na pista em m³. Imprimação com CM-30, inclusive asfalto e transporte, taxa 0,8 a 1,6 l/m² Imprimação é uma aplicação de película de material betuminoso, CM-30, aplicado sobre a superfície da b ase granular concluída, antes da execução de um revestimento bet uminoso qualquer, objetivando conferir coesão superficial, impermeabilizar e permitir condições de aderência entre a camada ex istente e o revestimento a ser executado. Primeiramente deverá ser procedida a limpeza adequa da da base através de varredura e, logo após, executado o espalhamento do ligante asfáltico (CM-30) com equipamento adequa do. Aplicar o ligante betuminoso sendo que a taxa a ser utilizada deverá variar entre 0,8 a 1,6 l/m². Será verificada pelo menos uma taxa de aplicação at ravés de ensaio adequado ?bandeja?. Para varredura serão usadas vassouras mecânicas e m anuais. O espalhamento do ligante asfáltico deverá ser feit o por meio de carros equipados com bomba reguladora de pr essão e sistema completo de aquecimento, capazes de realizar uma aplicação uniforme do material, sem atomização, nas taxas e limites de temperatura especificados. Devem dispor de tacômetr o, calibradores e termômetros, em locais de fácil observação, e ain da de espargidor manual para tratamento de pequenas superfícies e correções localizadas. As barras de distribuição, do tipo de circulação pl ena, serão obrigatoriamente dotadas de dispositivo que permita , além de ajustamentos verticais, larguras variáveis de espal hamento pelo menos de 4,0 metros. O dispositivo de aquecimento do distribuidor deverá propiciar constante circulação e agitação do materi al de imprimação; O depósito de ligante asfáltico, quando necessário, deve ser equipado com dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente. O depósito deve ter uma capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material asfáltico a ser aplicado em, pelo menos, um dia de trabalho. Os parâmetros, materiais e tolerâncias de aceitabil idade para este serviço seguem a especificação DAER-ES-P 12/91. 10 A imprimação será medida em m² de área executada. Pintura de ligação com RR-2C, inclusive asfalto e t ransporte, taxa 0,4 a 0,6 l/m² Refere-se à aplicação de película de material betum inoso sobre a superfície do pavimento existente, para exe cução de capa de rolamento de espessura = 5cm visando promover a aderência entre esta camada e o revestimento a ser executado. Para a varredura da superfície a receber pintura de ligação utilizam-se, de preferência, vassouras mecânicas. A taxa a ser utilizada deverá variar entre 0,4 a 0, 6 l/m², que será verificado pelo menos uma taxa de aplicação at ravés de ensaio adequado ?bandeja?. A distribuição do ligante deve ser feita por carros equipados com bomba reguladora de pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material b etuminoso em quantidade uniforme. As barras de distribuição deverão ser do tipo de ci rculação plena, com dispositivo que possibilite ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento de ligante. Os carros distribuidores deverão dispor de termômet ros, em locais de fácil observação, e, ainda, um espargidor manual para tratamento de pequenas superfícies e correções loca lizadas. O depósito de material betuminoso, quando necessári o, deve ser equipado com dispositivo que permita o aqu ecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente. O de pósito deve ter capacidade tal que possa armazenar a quantidade de material betuminoso a ser aplicado em pelo menos, um dia de trabalho. Os parâmetros, materiais e tolerâncias de aceitabil idade para este serviço seguem a especificação DAER-ES-P 13/91. A pintura de ligação será medida através da área ex ecutada, em m². Concreto Betuminoso Usinado Quente C.B.U.Q, fornecimento e execução (e=5cm para capeamento sob calçamento), exclusive transporte: Concreto asfáltico é o revestimento flexível, resul tante da mistura a quente, em usina apropriada, de agregado mineral graduado, material de enchimento (filler) e materia l betuminoso, espalhado e comprimido a quente sobre a base de bri ta graduada. 11 A mistura será espalhada, de modo a apresentar, qua ndo comprimida, a espessura do projeto. Os parâmetros, materiais e tolerâncias de aceitabil idade para este serviço seguem a especificação DAER-ES-P 16/91. Serão empregados os seguintes materiais: Material Betuminoso - Cimento asfáltico CAP ? 50/70, aditivado com dope p ara ligante, se necessário. Agregado Graúdo O agregado graúdo deverá ser pedra britada, de gran ito ou basalto. O agregado graúdo deve se constituir de fr agmentos sãos, duráveis, livres de torrões de argila e substâncias nocivas. O valor máximo tolerado, no ensaio de Los Angeles, 40%. Dev e apresentar boa adesividade. Agregado Miúdo O agregado miúdo pode ser areia, pó-de-pedra, ou mi stura de ambos. Suas partículas individuais deverão ser r esistentes, apresentar moderada angulosidade, livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deverá apresentar um equivalen te de areia igual ou superior a 50%. Material de Enchimento (Filler) Deve ser constituído por materiais minerais finamen te divididos, inertes em relação aos demais componente s da mistura, não plásticos, tais como cimento Portland, cal exti nta, pós- calcários, etc. Os parâmetros, faixas e tolerâncias de aceitabilida de para os serviços de regularização e capeamento asfáltico em CBUQ seguem a especificação DAER-ES-P 16/91, conforme de scrições abaixo: Faixas Granulométricas A mistura de agregados para o concreto asfáltico de ve estar de acordo com uma das granulometrias especificadas no Quadro I, sendo a faixa A usada para a camada de regularizaçã o e a faixa B para a camada de capeamento em CBUQ. 12 A quantidade que passa na peneira nº 200 deve ser determinada por lavagem do material, de acordo com o Método de Ensaio DAER nº 202. A granulometria deve ser determinada por lavagem, d e acordo com o Método de Ensaio DAER nº 202. A mistura granulométrica, indicada no projeto, pode rá apresentar as seguintes tolerâncias máximas: Peneira % passando em peso peneira n° 4 ou maiores ± 6% peneira nº 8 a nº 50 ± 4% peneira nº 100 ± 3% peneira nº 200 ± 2% Ensaios de Abrasão dos Agregados, Índices de Lamelaridade e Equivalente de Areia A mistura de agregados deve igualmente estar de aco rdo com os Requisitos de Qualidade indicados no Quadro II: Teor de CAP Deverá ser apresentado pela empresa contratada o Pr ojeto da Mistura Asfáltica com o ter ótimo de CAP, sendo que este poderá variar de até ± 0,3. Grau de Compactação O grau de compactação da camada executada deverá se r no 13 mínimo 97%, tomando-se como referência a densidade dos corpos de prova moldados pelo processo Marshall. Espessura A espessura média da camada de regularização com concreto asfáltico não pode ser menor do que a espe ssura de projeto menos 5% para cada trecho, já que é previst o trechos em capeamento sendo capa sob reperfilagem de CBUQ (e=5 cm). Para a camada final, não será tolerado valor indivi dual de espessura fora do intervalo ± 10% em relação à espe ssura de projeto. Equipamento O equipamento necessário para a execução é o seguin te: - Depósito para material betuminoso: com capacidade p ara, no mínimo, três dias de serviço; - Depósito para agregados: com capacidade total de no mínimo, três vezes a capacidade do misturador; - Usinas para misturas betuminosas, com unidade classificadora; - Motoniveladora, para o espalhamento do material; - Equipamento para a compressão, constituído de: rolo s pneumáticos autopropulsores, com pneus de pressão v ariável; - Rolos metálicos lisos, tipo tandem, com carga de 8 à 12 t; - Caminhões basculantes. Execução Os serviços de espalhamento da mistura betuminosa, somente poderão ser executados depois da limpeza e aplicação da pintura de ligação sobre o pavimento existente, ter em sido aceitos pela fiscalização. O concreto betuminoso produzido deverá ser transpor tado, da usina ao ponto de aplicação, nos veículos bascul antes antes especificados. Para que a mistura seja colocada na pista sem grand es perdas de temperatura, cada carregamento deverá ser coberto com lona ou outro material aceitável, com dimensões suf icientes para proteger a mistura. O concreto asfáltico será distribuído por motonivel adora ou por vibroacabadora de forma tal que permita, poster iormente, a obtenção de uma camada média na espessura indicada pelo projeto, 14 sem novas adições. Somente poderão ser espalhadas se a temperatura amb iente se encontrar acima dos 10ºC e com tempo não chuvoso . O concreto betuminoso não poderá ser aplicado, na pista em tem peratura inferior a 100ºC. Caso ocorram irregularidades na superfície da camad a, estas deverão ser sanadas pela adição manual de concreto betuminoso, sendo esse espalhamento efetuado por meio de ancinhos e rodos metálicos. Imediatamente após a distribuição do concreto betum inoso, tem início a rolagem. A temperatura recomendável, para a compressão da mistura fina, na prática, entre 100ºC a 120ºC. Caso sejam empregados rolos de pneus de pressão var iável, inicia-se a rolagem com baixa pressão, a qual será aumentada à medida que a mistura for sendo compactada, e, conse quentemente, suportando pressões mais elevadas. A compressão será iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em direção ao eixo d a pista. Cada passada do rolo deve ser recoberto, na seguint e, de pelo menos, a metade da largura rolada. Em qualquer caso, a operação de rolagem perdurará até o momento em que seja atingida a compactação especificada. Durante a rolagem não serão permitidas mudanças de direção e inversão brusca de marcha, nem estacionam ento do equipamento sobre o revestimento recém-rolado. As r odas do rolo deverão ser umedecidas adequadamente, de modo a evitar a aderência da mistura. Os revestimentos recém-acabados deverão ser mantido s sem trânsito, até o completo resfriamento. Controle tecnológico: Será verificado o grau de compactação da camada concluída, que deverá ser, no mínimo, 97% tomando-s e como referencia a densidade obtida na dosagem Marshall d a mistura. Deverão ser realizados os seguintes ensaios, nos in tervalos correspondentes, para cada camada construída: ? 2 ensaios de granulometria dos agregados por silo quente da usina a cada dia de trabalho 15 ? 1 ensaio de equivalente de areia do agregado miúdo, a cada dia de trabalho; ? 1 ensaio de granulometria do material de enchimento (filler), a cada dia de trabalho; ? 2 extrações de betume, de amostras coletadas na pista, depois da passagem da acabadora, a cada dia de trabalho; ? 1ensaio de granulometria da mistura dos agregados resultantes das extrações citadas no item anterior. A curva granulométrica deve manter-se contínua, enquadrando-se dentro das tolerâncias especificadas no projeto. ? Controle da temperatura da mistura na usina, na pista, no caminhão e após a aplicação antes da rolagem para cada carga descarregada; ? 2 ensaios Marshall com três corpos de prova cada, retirados após a passagem da acabadora antes do início do processo de rolagem, por dia de trabalho; ? Controle do grau de compactação através da densidade aparente obtida de corpos de amostras retiradas da pista, após a compactação final com o emprego de brocas a intervalo de 100 m, intercalando-se bordo D-eixo-bordo-E. Medição O concreto betuminoso usinado a quente será medido na pista pelo volume aplicado e compactado em m³. Transporte de CBUQ, DMT 80,63 km Define-se pelo transporte da camada de C.B.U.Q., ma terial usinado em Usina apropriada. Deve ser transportado por caminhões transportadores, com proteção superior de maneira a evitar que a temperatura da massa asfáltica não diminua a ponto limite de não se poder utilizar na pista. O material será transportado para uma DMT de 80,63 km. A medição efetuar-se-á levando em consideração o pe so transportado em ton. Limpeza final da obra: Esta especificação aplica-se à retirada de todo e q ualquer 16 entulho que ficar na obra após a sua conclusão. Deverá ser separado, carregado e colocado para uma área previamente definida e liberada pela fiscalização. O material proveniente deverá ser transportado ao b ota- fora indicado pela fiscalização municipal. Sinalização Limpeza da superfície para aplicação de sinalização : Consiste na execução de limpeza por meio de vassour as mecânicas no local onde será executada a pintura de sinalização horizontal. Este procedimento deve-se ao fato de que antes de e xecutar a pintura deve ser removido todo material pulverule nto que poderá implicar em problemas entre a tinta e o pavimento e ocorrer patologias futuras. Sinalização horizontal com tinta acrílica, cor amar ela, eixo - Contínua (L-12cm), Bordos ? Contínua (L-15cm): Consiste na execução de linhas longitudinais que te m a função de definir os limites da pista de rolamento e de orientar a trajetória dos veículos, ordenando-os por faixas de tráfego, e ainda a de regulamentar as possíveis manobras laterais, n a cor amarelo ?âmbar?, espessura de 0,6 mm e padrão 3,09 da ABNT. No eixo da pista deverá ser executada uma sinalizaç ão horizontal na cor amarela, simples e contínua (conf orme projeto em anexo), com 12 cm de largura, delimitando as faixas de sentidos opostos. Nos bordos da pista deverá ser executado uma sinali zação horizontal na cor branca, simples contínua (conform e projeto em anexo), com 15 cm de largura, delimitando os limite s laterais da via. A sinalização horizontal deverá ser executada por m eio mecanizado e por pessoal habilitado. A tinta a ser utilizada deve ser acrílica a base de solvente e executada por aspersão simples, pois apresentam car acterísticas de rápida secagem, homogeneização, forte aderência ao pavimento, flexibilidade, ótima resistência à abrasão, perfeit o aspecto visual diurno e excelente visualização noturna devido à ót ima retenção de esferas de vidro. 17 A execução dos serviços deve atender os requisitos da NBR 11862. Os serviços de sinalização serão medidos por m² aplicados na pista. Sinalização horizontal áreas especiais Consiste na execução de faixas que tem a função de definir e orientar os veículos do posicionamento da ondulaç ão (quebra- molas). Será executado no local indicado em projeto , próximo ao cemitério. A sinalização especial da ondulação deverá ser na c or amarela (conforme projeto), na medidas 9,34m x 3,70 m x 0,10m. A sinalização deverá ser executada por meio manual e por pessoal habilitado. Os serviços de sinalização serã o medidos por metro m² aplicados na pista. Sinalização vertical Conforme as Instruções de Sinalização do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN ? 2007 - Volume I e Volume II, a sinalização vertical tem por finalidade controlar o trânsito a partir de placas e painéis sobre as faixas ou ainda em pon tos laterais das pistas de circulação. a) Placas de regulamentação: 1. Placas de formato circular com diâmetro de 60 cm do tipo ?velocidade máxima?. 2. Placas tipo PARE L=25cm b) Placa de advertência: 1.Placa de formato retangular com dimensões de L=0,45m com indicação de ?Animais na Via? e ?Ondulação? Todos os sinais deverão ser refletivos, com emprego de películas tipo alta intensidade prismática ? AI, tipo III, de acordo com a NBR 14.644/2013. O processo de fabricação de todos os tipos de sinalização vertica l, seguirá o mesmo padrão descrito nesse memorial, sendo o custo orçado e elaborado a partir da área total de todos os sinais , em metro quadrado. Acerca das películas refletivas, estas devem atende r aos seguintes requisitos: Deverão ser constituídas de lentes prismáticas não 18 metalizadas, gravadas em resina sintética transpare nte e seladas em uma camada de ar, por uma fina camada de resina, de modo a permitir a aderência adequada quando da aplicação d e películas ou pasta de impressão. Deverá possuir característica q uebradiça indestrutível, não permitindo a sua remoção quando submetida a um tencionamento. (Evitando atos de vandalismo que possam remover a película da chapa). As películas deveram apresentar a mesma visibilidad e tanto sob a luz diurna quanto noturna dos faróis dos veíc ulos á noite. As cores das películas refletivas deverão estar de acordo com os valores descritos na tabela de coordenadas d e cromaticidade especificada pela ABNT, conforme norma ASTM D 4956. As chapas metálicas, utilizadas na confecção das pl acas, devem ser do tipo chapa zincada especial, com no mí nimo 270 gramas de zinco por metro quadrado, material encrua do, aplainado, semi- faturado na espessura de 2,0mm, pintada. Uma das faces deve ser pintada na cor preta fosca, que constituirá o v erso da placa, em função do comprometimento com a segurança. Os parafusos de fixação das placas devem ser zincad os a fogo ou imersão, com espessura de 50 micra, com por cas e arruelas. Suas dimensões e locais de aplicação deve m ser indicadas no projeto. Os suportes devem ser de ferro galvanizado, com diâ metro de 2 polegadas, parede de 2 milímetros de espessura , altura variável e indicada no projeto de sinalização. Poderão ser empregados outros materiais advindos do avanço tecnológico, desde que possuam propriedades físicas e químicas que assegurem as características essenciai s dos sinais ao longo de sua vida útil. Execução A implantação dos sinais deve obedecer ao projeto executivo, com os sinais implantados nos locais ind icados. Materiais - Chapas de Aço As placas de sinalização serão constituídas de chap as metálicas em aço, cortadas nas dimensões previstas no projeto e com o material de acabamento especificado. As forma s, dimensões e cores estão definidas no anexo II do Regulamento do Código 19 Nacional de Trânsito e detalhadas na planta em anex o. As chapas deverão ser confeccionadas em aço laminad o a frio n.º 18 e deverão ter os cantos arredondados, exceto as placas de formato ortogonal. A execução dos serviços deve atender aos requisitos do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito Volume I ? Sinalização Vertical de Regulamentação e Volume II ? Sinalização Vertical de Advertência do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). a) Placa de Serviços Auxiliares (0,30 x 0,50m): As placas de identificação de regiões de interesse de tráfego e logradouros situam o condutor em relação ao seu posicionamento em determinada localidade urbana, id entificando vias, bairros, regiões ou zonas. Apresentam a forma retangular, com a cor de fundo e orla externa em azul, e as leg endas, tarja e orla interna em branco. Nas placas de identificação de logradouro, a denomi nação da via transversal pode ser feita pela adoção da parte mais significativa de seu nome e que a caracterize, evit ando nomes extensos e propiciando a utilização de letras maior es, de forma a melhorar a visibilidade e a legibilidade da sinaliz ação. As placas de sinalização vertical deverão ser confeccionadas em chapas de aço laminado a frio, galvanizado, com espessura de 1,25 mm para placas laterais à rodovia. . A refletância das tarj as, setas, letras do fundo da placa será executada mediante a aplicação de películas refletivas, com coloração invariável, tanto de dia como à noite. A medição deste serviço será por m2 aplicada na pista. Suporte metálico ø 2", parede 2mm, 3,5 metros, galv anizado a fogo Os suportes devem ser de ferro galvanizado, com diâ metro de 2 polegadas, parede de 2 milímetros de espessura , altura variável e indicada no projeto de sinalização. Os parafusos de fixação das placas devem ser zincad os a fogo ou imersão, com espessura de 50 micra, com por cas e arruelas. Suas dimensões e locais de aplicação devem ser indi cadas no projeto. Poderão ser empregados outros materiais advindos do avanço tecnológico, desde que possuam propriedades físicas e químicas que assegurem as características essenciai s dos sinais ao 20 longo de sua vida útil. Execução A implantação dos sinais deve obedecer ao projeto executivo, com os sinais implantados nos locais ind icados. Para implantação, inicialmente deve-se proceder a escavação do solo, em uma profundidade de 0,50 m, c om largura suficiente para a colocação do suporte seguido de c oncretagem. Colocado o suporte, este deve ser aprumado e travad o para a concretagem. A placa de sinalização já deve estar fixada no supo rte no momento da instalação deste. Os parafusos devem ser vincados com o emprego de serra manual, a fim de se evitar s ua subtração. Na base do suporte deve-se colocar uma barra de fer ro de construção no sentido horizontal, para evitar a rot ação. Após a implantação, a parte inferior da placa deve estar a 2,20 metros de altura em relação ao piso. A placa d eve formar um ângulo de 95º com o bordo da pista, considerando-se o sentido de tráfego. Medição Os suportes serão pagos por metro implantado. Mobilização e desmobilização de equipes Quanto à mobilização, a Contratada deverá iniciar imediatamente após a liberação da Ordem de Serviço, e em obediência ao cronograma físico-financeiro. A mobilização compreenderá o transporte de máquinas , equipamentos, pessoal e instalações provisórias nec essárias para a perfeita execução das obras. A desmobilização compreenderá a completa limpeza do s locais da obra, retirada das máquinas e dos equipam entos da obra e o deslocamento dos empregados da CONTRATADA. A medição destes serviços será por unidade. 21 DECLARAÇÃO O projeto de sinalização foi elaborado de acordo co m o Código de Trânsito Brasileiro, em seu anexo II, res oluções nº 180, de 26/08/2005 (Manual de Sinalização de Regulamenta ção); 236, de 11/05/2007 (Manual de Sinalização Horizontal) e 243, de 22/06/2007 (Manual de Sinalização de Advertência), assim como as normas ABNT que versam sobre o assunto, atendend o a todos os requisitos por estas normas e resoluções, no toc ante a dispositivos e quantidades mínimas de marcas, inscr ições e sinais. Quinze de Novembro ? RS, Novembro de 2019. ____________________________ ______________________ Larissa Seminoti Tamiosso Gus tavo Peukert Stolte Arquiteta e Urbanista Prefeito Municipal CAU/RS A71813-0 CPF: 834.493.960-72